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MA: Assembleia ouvirá menores acusadas de agressão em escola


A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Maranhão vai reunir na próxima quinta-feira pessoas da comunidade envolvida na prática de agressão por um grupo de meninas em uma escola pública em São Luís (MA). As garotas passavam por uma espécie de "rito de iniciação" de tapas no rosto para entrada em um grupo composto por adolescentes. As primeiras jovens serão ouvidas a partir desta segunda, em caráter sigiloso pelos deputados.
A agressão mútua acontecia entre garotas de 13 a 16 anos, submetidas a sessões de tapas em uma praça nas proximidades da escola em que estudam. As mais antigas atacavam as iniciantes com golpes fortes para provar que estariam aptas a fazer parte da turma.
A denúncia, que chegou aos membros da Comissão dos parlamentares, é de que o grupo seria preparado por adultos, a fim de recrutar menores para a participação em gangues de um dos bairros mais movimentados da cidade.
"Soubemos que há participação de adultos e que eles estariam por detrás de toda a organização de gangues, ou bandos. A ideia deles era levar os menores à prática de delitos," informou a deputada Eliziane Gama (PPS-MA), membro da Comissão. Para o promotor da vara da Infância e do Adolescente, Márcio Thadeu Marques, há fortes indícios da participação de adultos no caso.
A Comissão de Direitos Humanos ouvirá na próxima quinta as famílias das menores, alunos da escola em que elas estudavam e moradores e comerciantes do entorno da praça em que as agressões aconteciam para obter mais informações. Depois de ouvidos, o assunto será encaminhado para a Secretaria de Assistência Social do estado. "Não temos prerrogativa para tomar providências além dessas," avaliou a deputada.
O presidente da Comissão, Bira do Pindaré (PT), adianta que as audiências na Assembleia Legislativa serão apenas de instrução, sem caráter punitivo. "Vamos conversar com as pessoas envolvidas no caso para entender o que levou as adolescentes a tais práticas e tentar evitar que situações como essa voltem a acontecer." Ele diz ainda que os depoimentos servirão de base para as investigações iniciadas em outros órgãos.
O caso já chegou ao conhecimento do Ministério Público e da Polícia Militar, que desde a semana passada deram início às verificações sobre o envolvimento de adultos na agressão das menores.[Fonte: Terra]

Agressão sem motivo na escola

Segundo direção, professora admitiu ter esfregado papel no rosto de aluno.

Quieto, sem apetite e arredio, um menino de oito anos diz não querer mais ir à escola em Joinville. O motivo pode ser uma reação difícil de entender: ele teria sido agredido pela professora na sala de aula. O estudante da 2ª série, segundo conta a mãe dele, foi humilhado na frente dos colegas por uma causa banal.

A família registrou boletim de ocorrência, que será encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso. A direção da escola providenciou que o garoto fosse transferido de sala. Mas ele não se sente à vontade para voltar à escola estadual na zona Sul.

Antes, quando retornava da escola, o menino sempre soltava pipa e depois tomava banho para fazer as tarefas com a mãe, segundo ela conta. Na terça-feira, foi diferente. À tarde, na escola, como o menino teria esquecido o caderno em casa, um colega emprestou uma folha para que ele escrevesse a matéria. O esquecimento do menino desagradou à professora.

“Ela foi até a carteira, pegou o papel, pisoteou e esfregou na cara dele. Queria ainda colocar o papel na boca”, diz a mãe, sem esconder a indignação. Segundo a direção da escola, a professora admitiu ter esfregado o papel no rosto da criança, mas negou ter antes pisoteado a folha de caderno. Ainda pelo relato da professora, o garoto estaria “brincando” em vez de prestar atenção à aula.

Os colegas teriam rido dele e, mesmo com vergonha, a criança continuou na sala até o fim da aula. Ao voltar do trabalho naquele dia, a mãe afirma ter encontrado o filho trancado no quarto. Não queria brincar, nem comer. “Agora, ele diz o tempo todo que não quer mais voltar à escola”, conta a mãe.

Para ela, nada justifica a atitude da professora. “Ele está triste, não é o filho que conheço. Foi uma situação humilhante e me magoou muito”, desabafa. A criança, quieta e sem jeito por estar constrangida, apenas disse que não chorou na aula quando a professora esfregou o papel no rosto dele. “Tive vontade, mas não chorei.” [Fonte: AN]

Professores são afastados por Prefeitura

A Secretaria da Educação do Espírito Santo afastou ontem (28/10/10) uma professora, dois coordenadores e a diretora de uma escola do município de Serra. Os estudantes da 5ª série foram revistados após a professora reclamar sobre o sumiço de um cartão de passagem de ônibus. Os alunos tiveram de tirar as roupas nos banheiros e tiveram as mochilas vistoriadas.

Em nota, a Sedu lamentou o fato e pediu desculpas aos alunos e às famílias prejudicadas. “Foi uma situação que agrediu fortemente a dignidade humana”, afirma o texto. A corregedoria da secretaria afirmou que ouvirá os quatro envolvidos no episódio e fará um pedido de desculpas formal. Também será oferecido a eles o acompanhamento de uma assistente social. [Fonte: AN]