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Vídeo mostra menino que morreu após ser agredido em escola chorando em casa: 'quando respiro, dói'

Carlos Teixeira morreu aos 13 anos, após sofrer três paradas cardiorrespiratórias na Santa Casa de Santos (SP). Pai diz que menino sofria bullying de colegas em Praia Grande (SP).


Imagens obtidas pelo g1 nesta quinta-feira (13) mostram o estudante Carlos Teixeira, de 13 anos, que morreu uma semana após colegas pularem sobre as costas dele em uma escola, contando aos pais sobre a agressão. No vídeo, o menino aparece chorando e dizendo que sente dores nas costas ao respirar. O caso aconteceu em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Dor e choro

  • "Carlinhos, quem foi?", perguntou o pai.
  • "O [nome do colega]", respondeu o menino.
  • "Que série?", questionou o pai.
  • O menino respondeu.
  • "Ele pulou em cima de tu?", indagou o pai.
  • "É", disse o adolescente.
  • "Te machucou e está com falta de ar?", retrucou o pai.
  • "Eu estou. Quando eu respiro, dói as costas", choramingou o menino.
  • "E tu nem estava brincando com ele?", perguntou o pai.
  • "Não", finalizou o menino.

Professora agredida em SC pede que país 'volte a valorizar a educação'

A professora Marcia Friggi, 51, pediu nesta terça-feira (22/08/2017) que o país "volte a valorizar a educação" e que alunos e pais de alunos "voltem a respeitar os professores".
"Precisamos voltar a valorizar a educação e a cultura. Precisamos voltar a respeitar os pais, os professores, os mais velhos. O Brasil está esquecendo disso", disse à Folha de S.Paulo.

Na segunda-feira (21/08/2017), ela foi agredida a socos por um aluno de 15 anos dentro da escola em que trabalha, em Indaial (145 km de Florianópolis).

A professora publicou na internet fotos em que aparece com corte na testa e com hematoma no olho direito, e desde então vem sendo tratada nas redes sociais como uma espécie de "símbolo do descaso com a educação".

"Infelizmente, isso [agressão] não ocorre só comigo. Vários professores passam por esse problema diariamente. Isso [violência] precisa ser mudado. Nosso país só vai conseguir melhorar se melhorar a educação".

Friggi disse que ainda não consegue abrir o olho direito. "Não estou bem nem fisicamente, nem emocionalmente", afirmou ela, que está no magistério há 12 anos e "nunca havia passado por uma situação dessas".

A professora ficará sete dias em casa, de atestado. Nesta terça (22/08/2017), Marcia voltou a publicar na internet fotos dos ferimentos no rosto. Ela usou a imagem para criticar a educação no país.
"É esta a face do teu magistério. São estes os olhos da tua educação. Brasil, volte a olhar para nós, professores", escreveu.

A professora afirmou que o comportamento do aluno "é reflexo da falta de respeito que ocorre em toda a sociedade" e que "na sala de aula isso vem à tona".

Marcia disse que recebeu milhares de mensagens de carinho, mas que também vem recebendo "manifestações de ódio".

Ela afirmou que não tem expectativas sobre o que vai acontecer com o aluno. "A minha parte eu fiz. Não me acovardei. Procurei a polícia, fiz corpo de delito. Agora não é mais comigo.

Aluno espanca professora após ser punido por explodir um mictório


Reprodução


Mais uma história triste para a conta do Brasil, a pátria educadora. No país que fiz focar seus investimentos na educação dos jovens, a professora Carla Valéria de Oliveira, 41 anos, que leciona em Aracaju, no Sergipe, é a prova de que as coisas vão mal. Ela foi espancada por um de seus alunos, de apenas 16 anos.

O caso começou quando um grupo de alunos estourou um mictório com bombas de festa junina. A escola apurou para descobrir quem eram os autores do vandalismo e, entre eles, estava o adolescente acusado de agressão. Carla, que também é diretora na Escola Estadual Senador Lourival Fontes, então, foi alvo do aluno enfurecido com a punição que receberia.

“Ele [aluno] ficou sabendo que ia ser expulso. Então veio cantando uma música violenta, Falou eu saio, mas eu lhe mato. Partiu para cima. Deu o primeiro murro e eu caí. E me socou, vários murros. A cabeça batia muito na parede e eu só conseguia gritar pedindo socorro. Uma colega passou por ele depois e ele disse: a diretora está morta. Essa era a vontade dele. Dá medo ser professor hoje em dia”, relatou Carla a uma rádio local.

Carla, agora, desistiu de sua escola. Assustada e com medo de que a cena se repita, ela pediu transferência. Como alerta, avisa que o grande problema do colégio é o consumo de drogas internamente, que ela tentou combater em vão. O aluno que a agrediu, segundo ela, já havia sido alvo de diversas conversas, inclusive com sua família, sobre comportamento inadequado.[Fonte: Yahoo]

'Pais não educam', diz professor que sobreviveu a cinco tiros de aluno insatisfeito com nota

A carreira do professor de Biologia sergipano Carlos Christian Gomes, de 33 anos, foi interrompida por um episódio trágico em agosto de 2014. Insatisfeito com a nota de uma prova, um aluno, de 17 anos, disparou cinco tiros contra o professor.
"Não consigo entender como, por um motivo tão fútil, ele tentou tirar minha vida", disse à BBC Brasil.
Christian, que também é biomédico, lecionava em uma escola da rede estadual na grande Aracaju, em Sergipe. Uma semana após o incidente, o aluno se entregou à polícia e confessou o crime. Ele foi condenado e deve cumprir pena máxima de três anos em uma unidade de correção de menores. O professor está paraplégico e recebe tratamento para superar o trauma físico e psicológico.
Apesar de ter sido vítima de agressão pela primeira vez – em dez anos como professor da rede estadual de ensino –, Christian diz que ameaças verbais a professores são comuns e afirma que a falta de participação dos pais contribui para violência nas escolas.
"Muitos pais dizem que trabalham o dia todo e deixam a responsabilidade de educar pra a gente. Mas, se os pais não educaram, não vou conseguir educar em um semestre", disse.
"Um exemplo típico é um pai ou mãe não orientar seus filhos a estudar para as provas e fazer suas tarefas de casa. Quando chegam à escola, eles são cobrados e não aceitam essa cobrança porque, em casa, onde deveria ser educado, ele não cumpre suas obrigações."
A violência contra os professores foi tema de uma série de reportagens da BBC Brasil em preparação para as eleições de 2014. O caso do professor foi destacado por leitores em nossas páginas de redes sociais como um símbolo do problema.
O tema ficou ausente dos debates entre candidatos aos governos estaduais e à Presidência, mas casos como o de Christian continuaram surgindo no noticiário. Na semana passada, a diretora de uma escola pública em Belo Horizonte foi agredida por um aluno de 16 anos com uma barra de ferro.
Há cerca de um mês, outra diretora, dessa vez de uma escola em São Paulo, teve de se afastar do trabalho após ter sido agredida pelo pai de um aluno, que a deixou com hematomas no braço.
Longe da sala de aula
Em dezembro, cerca de três meses depois do incidente que deixou Christian paraplégico, outro aluno entrou armado no mesmo colégio, a Escola Estadual Professora Olga Barreto, em São Cristóvão, na grande Aracaju.
De acordo com a mídia local, o aluno ameaçou um colega de morte, mas deixou a escola antes que a polícia chegasse.
"Quando o caso passou na televisão aqui em casa, eu comecei a tremer e a chorar. Nunca fui assim, nunca fui tão emotivo", contou.
Após 78 dias no hospital – 38 deles na UTI –, ele diz que se considera bem de saúde, apesar da lesão na medula que o deixou sem movimentos do peito para baixo. Christian faz fisioterapia três vezes por semana, mas precisa de ajuda para realizar atividades básicas.
Apesar de torcer por uma recuperação rápida, no entanto, ele diz não pensar em voltar às salas de aula do Ensino Médio.
"Me sinto inseguro em ficar de costas em uma sala de aula. Confiar no inesperado pra mim é desesperador", disse.
"Me interessei pela profissão porque sempre gostei de passar conhecimento para as pessoas. Ainda quero fazer isso, mas de outra forma. Quem sabe no curso superior", disse Christian, que vem de uma família de professores.
Ameaças constantes
Carlos Christian e sua família | Foto: Arquivo pessoal
Após acidente, professor se diz preocupado com a segurança dos familiares que também ensinam na rede pública
Christian diz que professores convivem diariamente na rede pública com ameaças de agressão feitas por alunos, especialmente em bairros mais violentos.
"Ameaças verbais e ousadia dos alunos acontecem em todo lugar, até em colégio particular. Mas, nas escolas particulares, não acontecem ameaças de morte. Nos colégios do Estado, isso é comum. (As ameaças são) de alunos para professores e funcionários ou entre dois alunos."
O professor, no entanto, disse nunca ter tido problemas até aquele momento – nem com o rapaz que tentaria matá-lo. "Às vezes, um ou outro aluno queria chamar a atenção enfrentando os professores, mas nunca cheguei a me sentir ameaçado, achando que era apenas coisa de adolescente."
Hoje, no entanto, a sensação é outra. "Minha mãe, que era professora, já se aposentou, mas penso em minha irmã e meus primos, que ainda estão ensinando nas escolas públicas".
Desvalorização
A "desvalorização" da profissão por parte do poder público impede "a criação de uma estrutura de segurança para a profissão", afirma o professor.
"Boa parte das escolas públicas do Estado de Sergipe, onde leciono, não tem estrutura física. São muros quebrados ou caindo, portões quebrados, salas de aula sem portas. Isso já gera uma total falta de segurança para professores e alunos."
"No dia da tentativa de assassinato contra minha pessoa, o aluno armado entrou e saiu pela porta da frente da escola sem nenhum impedimento”, afirma. "Acho que o Estado poderia colocar vigias e dar estrutura física para as escolas. E para os alunos, acompanhamento diário de psicopedagogos."
Após o ataque a Christian, a Secretaria de Educação anunciou uma comissão permanente de acompanhamento da violência nas escolas, formada pela Secretaria de Educação, professores, pais, funcionários não docentes e estudantes.
Desde então, segundo o diretor do Departamento de Educação da secretaria, Manuel Prado, foram realizados encontros de formação e orientação com diretores de escolas, com professores e com alunos. Ele afirma também que a secretaria visitou 20 escolas em todo o Estado que apresentaram maiores índices de violência.
Christian, por sua vez, também defende a redução da maioridade penal para 16 anos e pede que "escolas abertas" sejam implantadas em rede estadual.
"Seria importante que a escola tivesse mais abertura para a comunidade, fazendo mais reuniões com os pais durante a semana, permitindo que as pessoas pratiquem esportes nos fins de semana. Atualmente, não tem tanta abertura." [Fonte: BBC Brasil]

RN: adolescente tenta matar professora mas acerta tiro no próprio pé

Uma adolescente de 15 anos ameaçou uma professora com uma arma calibre .38 na sexta-feira, em Natal. Segundo a Inter TV Cabugi, a menor disse à polícia, em depoimento ainda ontem, que conseguiu a arma com outro garoto de menos de 18 anos.
Segundo a professora de matemática que foi ameaçada, na quinta-feira ela e a aluna se desentenderam. "Ela já entrou (na sala) com a intenção de me provocar. Me chamou de nojenta, eu disse que ela saísse da sala, ela disse que não ia sair, eu falei que ia chamar a direção", relatou à TV local.
No dia seguinte, quando a professora de 51 anos entrou na sala do 6° ano da escola Belém Câmara, no bairro Cidade da Esperança, a menina já esperava por ela e apontou a arma, dizendo "eu vou matar você agora", segundo a docente. Assustada, a professora saiu correndo, e a menina tentou ir atrás dela, mas foi detida por um guarda patrimonial.
Nesse momento, a arma disparou e atingiu o pé direito da adolescente, que precisou ser levada ao hospital. De tarde, ela foi detida, prestou depoimento e foi liberada. Segundo o delegado Pedro Paulo Falcão, da Delegacia de Plantão da Zona Sul, ela vai ser será autuada e "responder pelo crime análogo de posse ilegal de armas e ameaça".
À polícia, a garota afirmou que não pretendia atirar na professora, mas foram encontradas balas e cartuchos vazios na mochila escolar. A docente, por outro lado, disse à reportagem da TV local que "os comentários eram de que ela (a menor) tinha dito que matava e depois ia se matar".
A professora admitiu que a jovem tirava notas boas e que não era má aluna. "Essa menina só pode estar com algum problema, porque era uma menina que não tinha problemas", disse.
Segundo a polícia, os responsáveis pela menor serão ouvidos durante a semana.

SP: aluna bate em colega em aula, e professor assiste agressão


Duas alunas de 16 anos de uma escola estadual de Paulínia, no interior de São Paulo, brigaram dentro da sala de aula na manhã de quarta-feira. Um vídeo gravado na escola mostra uma das estudantes dando socos, tapas e chutes na colega, enquanto um professor assistia à cena sem tomar nenhuma iniciativa.
A Secretaria da Educação informou, por meio de nota, que as duas alunas foram suspensas das aulas e que o Conselho Tutelar foi acionado para verificar outras medidas disciplinares que podem ser adotadas. Segundo o conselho, diversos casos de violência e de agressão, inclusive contra professores, já foram registrados na escola.
Durante a briga, uma das meninas empurra a colega no chão e a atinge com socos e chutes. Um professor, que não foi identificado pela secretaria, aparece, mas não impede a agressão. A Diretoria Regional de Ensino de Sumaré, que atende o município de Paulínia, disse que vai averiguar a conduta do docente e, caso seja comprovada a omissão, tomará as providências necessárias.
A secretaria disse ainda que, assim que tomou conhecimento do fato, a direção da escola convocou os responsáveis pelas alunas para uma reunião. O Terra entrou em contato com a escola, mas os funcionários disseram que não estavam autorizados a passar informações sobre o caso. [Fonte: Terra]

Diretora é agredida por aluno de 15 anos em escola do Rio


A diretora da Escola Municipal João Kopke, em Piedade, no subúrbio do Rio de Janeiro, foi agredida por um estudante de 15 anos após ter repreendido o jovem que se recusava a entrar na sala de aula. Segundo informações da Polícia Civil, o garoto confirmou que não gostou da atitude da educadora, que teria chamado a atenção dele na frente dos colegas.
Ele confirmou aos policiais que empurrou a mulher, que caiu no chão, e ainda deu um soco no rosto dela. O caso aconteceu na última quinta-feira e foi registrado na 24ª Delegacia de Polícia (Piedade). A denúncia foi encaminhado ao juizado da Infância e da Juventude.
Ainda de acordo com a polícia, a diretora, Leila Soares, reclamou que estava com dores no ouvido após o soco, mas não apresentava sinais aparentes de agressão. Ela foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito.
Em nota, a secretária da Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, disse que lamenta o episódio e que não admite qualquer tipo de violência nas escolas da rede. A secretaria disse ainda que o estudante será transferido para outra unidade. [Fonte: Terra]

Professora é agredida com socos e pontapés por mãe de aluno em SP


O que era para ser uma reunião para tratar de um problema supostamente indisciplinar acabou em briga na diretoria de uma escola estadual no bairro Nova Esperança, em Bauru (SP), na noite de terça-feira.
Uma professora foi agredida pela mãe de um aluno e precisou ser contida por pessoas que escutaram o ataque, próximas à diretoria. Segundo informou a diretora da unidade escolar aos policiais militares que atenderam a ocorrência, a professora de 51 anos foi atingida com socos e pontapés  pela mãe, de 33 anos, tão logo entrou em sua sala, após ter sido chamada a dar a sua versão sobre um fato ocorrido há alguns dias.

A professora, que chegou a cair no chão devido à agressão, não compareceu ao plantão policial, mas afirmou que procurará a Delegacia de Defesa da Mulher nos próximos dias para registrar ocorrência.[Fonte: Terra]

China: professora é demitida após levantar aluno pelas orelhas



A imagem mostra a professora Yan Yanhong, de 20 anos de idade, sorrindo enquanto 
puxa as orelhas do menino, que chorava
Foto: The Sun/Reprodução
Uma professora da pré-escola foi demitida na China após compartilhar em redes sociais fotos em que mostrava cenas dela levantando uma criança pelas orelhas. Os pais dos alunos, na província de Zhejiang, fizeram reclamações ao departamento de educação. A imagem mostra a professora Yan Yanhong, de 20 anos de idade, sorrindo enquanto
puxa as orelhas do menino, que chorava, na cidade de Wenling. As informações são do
The Sun.
A cena revoltante foi apenas uma das mais de 700 imagens que Yanhong postou, 
aparentemente tiradas por outro professor. Outras imagens mostram crianças com
suas bocas tapadas com fita adesiva e as mãos presas à mesa para fazer com que 
os alunos ficassem sentados.
A professora explicou, durante entrevista à mídia local, que ela e os alunos
"estavam apenas se divertindo". Funcionários que investigam o caso descobriram
que Yanhong não estava qualificada para o emprego - mas tinha sido contratada
devido a uma escassez de docentes no ensino. [Fonte: Terra]

Pais e docentes também são responsáveis por violência na escola


Alunos e funcionários da escola preencheram um cartaz com mensagens de apoio à pedagoga gaúcha Jane Antunes agredida por ter dado nota baixa a aluno - Foto: Demétrio Pereira/Redação Terra
Cada vez mais frequentes, as agressões de alunos a professores vem assustando os profissionais do ensino, em todos os níveis. Na semana passada, a pedagoga gaúcha Jane Antunes, 57 anos, acusou o aluno de um curso técnico em enfermagem de agredi-la por conta de uma nota baixa. A violência resultou em dois braços e seis dentes quebrados da professora, que deve deixar a sala de aula.
O especialista Hamilton Werneck, que tem diversas publicações sobre a autoestima do professor, diz que o acontecimento abre uma questão crucial, e que deve ser debatida: a avaliação psicológica que futuros profissionais deveriam receber. Para Werneck, os professores deveriam avaliar seus alunos em duas vertentes: a técnica e a emocional: "Esse menino obviamente não estava em seu estado normal, ele precisa de tratamento".
Autor de títulos como Professor: profissão perigo e A indisciplina tem jeito: pulso forte e coração que ama, Werneck diz que a falta de respeito em sala de aula tem dois culpados: os próprios professores e a sociedade. "A sociedade não dá o devido valor ao educador, seja em questão de salário, seja por enxergar somente o lado comercial da profissão. Essa falta de valorização resulta que os professores embarcam no mesmo barco e começam já em casa a promover a autodesvalorização, orientando os filhos, por exemplo, a jamais se voltarem para a docência", afirma.
Para o especialista, a mudança é papel dos pais, das instituições de ensino e também dos professores. "Quando eu trabalhava como coordenador de uma escola, vi a mãe de uma aluna agredir verbalmente uma professora. Ou seja, o problema começa em casa. Os pais estão formando pequenos monstrinhos sem limites. Outro problema é a permissão que as instituições têm dado para o mau comportamento, tanto de pais quanto de alunos. No fato que citei, passei uma hora conversando com a responsável até ela entender a gravidade de sua atitude. O que se vê são escolas com medo de perder aluno, ou seja, renda, e que se tornam permissivas ao extremo", explica.
Entender a importância do educador para o desenvolvimento da sociedade é um papel que também cabe aos professores. "O professor precisa se orgulhar no que faz e se respeitar. Outra questão é investir na formação continuada, estando em constante atualização em questão de estudo e buscando sempre se tornar um melhor agente de mudanças, porque ser professor é isso", conclui Werneck. [Fonte: Terra]

Professores sofrem com agressões de alunos em todo o Brasil


Manifestações. Discursos exaltados... Professores e alunos de Goioerê, noroeste do Paraná protestam contra a violência. O motivo foi uma confusão dentro da escola. A mãe de uma aluna foi reclamar da nota baixa da filha e acabou brigando com a professora.
" Eu jamais imaginaria um tipo de coisa dessas, ainda mais partindo de uma mãe, que a mãe tem que ser exemplo pros filhos, né”, conta a professora Cleuza Pires.
Maria Regina Krominski, mãe da aluna, diz que apenas revidou uma agressão:
"Eu dei um tapa sim no rosto dela; se eu pudesse, se eu soubesse que ia sair tudo isso até agora, eu teria dado muito mais”.

E mais uma vez o ensino virou caso de polícia.
"Escola é um lugar que a gente tem que ter aprendizagem, um lugar de paz; não de agressão de professor contra aluno ou de aluno contra professor...”, desabafa a aluna Natália Rodrigues.
Em Jacarezinho, também no Paraná, um outro caso de agressão completa dois anos, com "feridas" ainda abertas. As cenas gravadas por um estudante, com um celular, mostram a discussão entre uma aluna e o professor que havia pedido silêncio na sala. A aluna se levanta e atira a carteira no professor.
Na época, o professor Mauro Cleto da Silva registrou boletim de ocorrência: "A gente se sente desestruturado né... com uma mágoa", conta.
A aluna acusada de agressão foi obrigada a mudar de escola. O professor Mauro continua dando aula. Mas perturbado por aquele caso e pelo desrespeito que ainda diz enfrentar na sala de aula, ele perdeu o ânimo.
" Se eu pudesse parar hoje de dar aula, eu pararia..", diz o professor.
Com pequenas mudanças de roteiro, o problema se repete nas escolas Brasil afora.
 "Uma alta frequência de professores com propensão ao abandono ou desistência da carreira, ou principalmente insatisfação; nós usamos a expressão que nós vivemos "mal estar docente", relata o psicólogo Clóves Amorim. [Fonte: Jornal Hoje]

Professor suspeito de agressão


Adolescente conta ter sido agarrado pelo pescoço durante aula em escola estadual


Na mesma quarta-feira 03/10/12 em que uma aluna foi agredida por uma colega de classe e a mãe dela, em frente à escola municipal de Joinville onde estudam, um menino de 13 anos conta ter passado por situação parecida dentro de uma unidade estadual na zona Leste. Com dois agravantes: desta vez, a agressão teria ocorrido dentro de sala de aula e partido do próprio professor.

O pai do adolescente registrou a ocorrência na Delegacia de Proteção à Mulher, Criança e Adolescente de Joinville, conforme orientação da escola. O menino contou que a violência resultou de uma situação que já o vinha incomodando antes. Ele disse que era constantemente provocado por colegas e até pelo professor, que o chamavam de um apelido que não o agrada.

Na quarta 03/10/12, durante a aula de geografia, o garoto teria discutido com um colega. A repreensão do professor teria sido acompanhada de um chute na carteira do rapaz. O adolescente reconhece que não deixou barato e respondeu ao docente, que teria se descontrolado e o agarrado com força no pescoço e depois nos braços.

O garoto ainda tinha ontem marcas avermelhadas no pescoço, resultantes da agressão. O professor, contratado por regime temporário desde 2010, pediu afastamento por meio de atestado médico, segundo informou a Secretaria de Estado da Educação.

“Nada justifica o que ele (o professor) fez. Antes de bater no meu filho, deveria ter me chamado na escola”, desabafou ontem o pai do rapaz. Depois do constrangimento sofrido em frente aos colegas de sala, o adolescente decidiu que não quer mais voltar para a escola. Os pais planejam transferi-lo de colégio. [Fonte: Jornal AN]


CONTRAPONTO
Procurada por “AN”, a assessoria de direção da escola da zona Leste de Joinville se limitou a dizer que os “procedimentos necessários” haviam sido tomados após o caso. Por enquanto, o professor está afastado do cargo para responder ao processo administrativo foi aberto para investigar a agressão. A coordenadora do núcleo de prevenção e atendimento a violências na escola, da Educação estadual, Rosimari Kock Martins, informou que o próprio professor apresentou um atestado de afastamento de 90 dias assinado por um psiquiatra. A coordenadora afirmou ainda que o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.

Por nota baixa, aluno e professor trocam agressões em aula


Um aluno de 17 anos e um professor trocaram agressões na noite de quinta, dia 20, na Escola Estadual Santos Dumont, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar, o motivo da briga teria sido a baixa nota tirada pelo estudante em uma prova de física.
Segundo a PM, o educador relata que entregava a prova para os alunos quando um jovem questionou a nota recebida. O professor, então, propôs que corrigissem juntos as questões, mas o aluno, irritado, não aceitou e se levantou para deixar a sala de aula. O docente foi atrás para tentar resgatar a prova, mas acabou levando um soco do estudante. Ainda segundo o professor, o jovem afirmou que conhecia mais da matéria, pois faz um curso técnico e estuda o assunto.
Já na versão contada pelo estudante, o professor usou de força para recuperar a prova. Ele disse ainda que o docente queria corrigir a prova com a turma inteira e teria gritado. No momento da confusão, o jovem afirma que também foi agredido com um soco. A briga foi encerrada com os dois sendo separados pelos colegas de turma.
Ambos foram encaminhados para o pronto-atendimento de Venda Nova com escoriações leves. Agora, eles ficam à disposição da Justiça para mais esclarecimentos. [Fonte: Terra]

MG: expulso da sala, aluno ameaça professora com faca e é preso

Um adolescente de 17 anos foi apreendido, na última quinta-feira, suspeito de tentar matar a facadas uma professora dentro da escola Municipal Padre Antônio de Carvalho, no distrito de Claudio Manoel, na cidade de Mariana, região central de Minas Gerais. Segundo a Polícia Militar, o jovem justificou a agressão porque sentia raiva da professora.
De acordo com o capitão Laérte Jorge Matos, o fato aconteceu porque a professora teria pedido para que ele ficasse calado durante uma aula. "Ele entrou na sala falando alto e a professora pediu para baixar o tom de voz. Ele desobedeceu e ela o expulsou da sala", diz. Segundo o capitão, o adolescente foi até a sua casa e pegou uma faca de cozinha, com aproximadamente 18 cm de lâmina, e voltou à escola. "Mas a pedagoga da colégio viu o menino entrando com o objeto, conseguiu detê-lo e o levou para casa para que ele ficasse sobre a guarda do pai", completou.
Contudo, ao saber que a professora havia entrado em contato com o pai para falar da ameaça feita por ele, o jovem retornou à escola novamente armado. De acordo com a PM, a professora, ao perceber a presença do adolescente, se trancou na sala da diretoria. Mas o rapaz, muito irritado, desferiu vários golpes de faca na porta e conseguiu abrí-la. "O garoto então pegou a professora pelo braço e disse 'eu posso te matar, você está vendo que eu posso te matar'", contou o capitão. Funcionários do colégio conseguiram detê-lo, mas o adolescente fugiu para um matagal, onde pouco tempo depois, foi encontrado pela polícia.
O jovem foi encaminhado para a delegacia da cidade, onde prestou depoimento e foi liberado. A faca foi apreendida pelo políca e a professora não ficou ferida.[Fonte: Terra]

TJ condena colégio por professora arremessar tamanco em aluna


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou nesta quarta-feira que condenou o colégio e curso Intellectus, da capital fluminense, a indenizar por danos morais uma aluna do ensino fundamental em R$ 5 mil depois de uma professora da escola arremessar um tamanco em sua direção. Para os desembargadores, o comportamento da educadora foi "incompatível com o ofício de ensinar".
"Parece-me que tal método de ensino é altamente questionável em se tratando de crianças entre 10 e 11 anos de idade, pois o resultado será uma verdadeira algazarra, uma extensão do recreio, sem qualquer proveito educacional. Ou então, em caso de crianças introvertidas, terá o efeito inverso, de desestimular a participação em sala de aula", disse o desembargador Luciano Rinaldi na decisão.
Em sua defesa, o colégio disse que a professora, que teve seu contrato reincidido após o incidente, apenas tentava por ordem na turma, sem a intenção de agredir ou constranger qualquer aluno, "tendo apenas proposto uma brincadeira".
O magistrado também falou na decisão sobre a importância dos educadores e das dificuldades impostas aos profissionais da área atualmente, mas ressaltou que "o bom professor é aquele que obtém a atenção dos alunos, transformando as aulas numa experiência educacional prazerosa". A educadora teve seu contrato de trabalho rescindido pelo colégio após o incidente. [Fonte: Terra]