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'Pais não educam', diz professor que sobreviveu a cinco tiros de aluno insatisfeito com nota

A carreira do professor de Biologia sergipano Carlos Christian Gomes, de 33 anos, foi interrompida por um episódio trágico em agosto de 2014. Insatisfeito com a nota de uma prova, um aluno, de 17 anos, disparou cinco tiros contra o professor.
"Não consigo entender como, por um motivo tão fútil, ele tentou tirar minha vida", disse à BBC Brasil.
Christian, que também é biomédico, lecionava em uma escola da rede estadual na grande Aracaju, em Sergipe. Uma semana após o incidente, o aluno se entregou à polícia e confessou o crime. Ele foi condenado e deve cumprir pena máxima de três anos em uma unidade de correção de menores. O professor está paraplégico e recebe tratamento para superar o trauma físico e psicológico.
Apesar de ter sido vítima de agressão pela primeira vez – em dez anos como professor da rede estadual de ensino –, Christian diz que ameaças verbais a professores são comuns e afirma que a falta de participação dos pais contribui para violência nas escolas.
"Muitos pais dizem que trabalham o dia todo e deixam a responsabilidade de educar pra a gente. Mas, se os pais não educaram, não vou conseguir educar em um semestre", disse.
"Um exemplo típico é um pai ou mãe não orientar seus filhos a estudar para as provas e fazer suas tarefas de casa. Quando chegam à escola, eles são cobrados e não aceitam essa cobrança porque, em casa, onde deveria ser educado, ele não cumpre suas obrigações."
A violência contra os professores foi tema de uma série de reportagens da BBC Brasil em preparação para as eleições de 2014. O caso do professor foi destacado por leitores em nossas páginas de redes sociais como um símbolo do problema.
O tema ficou ausente dos debates entre candidatos aos governos estaduais e à Presidência, mas casos como o de Christian continuaram surgindo no noticiário. Na semana passada, a diretora de uma escola pública em Belo Horizonte foi agredida por um aluno de 16 anos com uma barra de ferro.
Há cerca de um mês, outra diretora, dessa vez de uma escola em São Paulo, teve de se afastar do trabalho após ter sido agredida pelo pai de um aluno, que a deixou com hematomas no braço.
Longe da sala de aula
Em dezembro, cerca de três meses depois do incidente que deixou Christian paraplégico, outro aluno entrou armado no mesmo colégio, a Escola Estadual Professora Olga Barreto, em São Cristóvão, na grande Aracaju.
De acordo com a mídia local, o aluno ameaçou um colega de morte, mas deixou a escola antes que a polícia chegasse.
"Quando o caso passou na televisão aqui em casa, eu comecei a tremer e a chorar. Nunca fui assim, nunca fui tão emotivo", contou.
Após 78 dias no hospital – 38 deles na UTI –, ele diz que se considera bem de saúde, apesar da lesão na medula que o deixou sem movimentos do peito para baixo. Christian faz fisioterapia três vezes por semana, mas precisa de ajuda para realizar atividades básicas.
Apesar de torcer por uma recuperação rápida, no entanto, ele diz não pensar em voltar às salas de aula do Ensino Médio.
"Me sinto inseguro em ficar de costas em uma sala de aula. Confiar no inesperado pra mim é desesperador", disse.
"Me interessei pela profissão porque sempre gostei de passar conhecimento para as pessoas. Ainda quero fazer isso, mas de outra forma. Quem sabe no curso superior", disse Christian, que vem de uma família de professores.
Ameaças constantes
Carlos Christian e sua família | Foto: Arquivo pessoal
Após acidente, professor se diz preocupado com a segurança dos familiares que também ensinam na rede pública
Christian diz que professores convivem diariamente na rede pública com ameaças de agressão feitas por alunos, especialmente em bairros mais violentos.
"Ameaças verbais e ousadia dos alunos acontecem em todo lugar, até em colégio particular. Mas, nas escolas particulares, não acontecem ameaças de morte. Nos colégios do Estado, isso é comum. (As ameaças são) de alunos para professores e funcionários ou entre dois alunos."
O professor, no entanto, disse nunca ter tido problemas até aquele momento – nem com o rapaz que tentaria matá-lo. "Às vezes, um ou outro aluno queria chamar a atenção enfrentando os professores, mas nunca cheguei a me sentir ameaçado, achando que era apenas coisa de adolescente."
Hoje, no entanto, a sensação é outra. "Minha mãe, que era professora, já se aposentou, mas penso em minha irmã e meus primos, que ainda estão ensinando nas escolas públicas".
Desvalorização
A "desvalorização" da profissão por parte do poder público impede "a criação de uma estrutura de segurança para a profissão", afirma o professor.
"Boa parte das escolas públicas do Estado de Sergipe, onde leciono, não tem estrutura física. São muros quebrados ou caindo, portões quebrados, salas de aula sem portas. Isso já gera uma total falta de segurança para professores e alunos."
"No dia da tentativa de assassinato contra minha pessoa, o aluno armado entrou e saiu pela porta da frente da escola sem nenhum impedimento”, afirma. "Acho que o Estado poderia colocar vigias e dar estrutura física para as escolas. E para os alunos, acompanhamento diário de psicopedagogos."
Após o ataque a Christian, a Secretaria de Educação anunciou uma comissão permanente de acompanhamento da violência nas escolas, formada pela Secretaria de Educação, professores, pais, funcionários não docentes e estudantes.
Desde então, segundo o diretor do Departamento de Educação da secretaria, Manuel Prado, foram realizados encontros de formação e orientação com diretores de escolas, com professores e com alunos. Ele afirma também que a secretaria visitou 20 escolas em todo o Estado que apresentaram maiores índices de violência.
Christian, por sua vez, também defende a redução da maioridade penal para 16 anos e pede que "escolas abertas" sejam implantadas em rede estadual.
"Seria importante que a escola tivesse mais abertura para a comunidade, fazendo mais reuniões com os pais durante a semana, permitindo que as pessoas pratiquem esportes nos fins de semana. Atualmente, não tem tanta abertura." [Fonte: BBC Brasil]

SP: aluna bate em colega em aula, e professor assiste agressão


Duas alunas de 16 anos de uma escola estadual de Paulínia, no interior de São Paulo, brigaram dentro da sala de aula na manhã de quarta-feira. Um vídeo gravado na escola mostra uma das estudantes dando socos, tapas e chutes na colega, enquanto um professor assistia à cena sem tomar nenhuma iniciativa.
A Secretaria da Educação informou, por meio de nota, que as duas alunas foram suspensas das aulas e que o Conselho Tutelar foi acionado para verificar outras medidas disciplinares que podem ser adotadas. Segundo o conselho, diversos casos de violência e de agressão, inclusive contra professores, já foram registrados na escola.
Durante a briga, uma das meninas empurra a colega no chão e a atinge com socos e chutes. Um professor, que não foi identificado pela secretaria, aparece, mas não impede a agressão. A Diretoria Regional de Ensino de Sumaré, que atende o município de Paulínia, disse que vai averiguar a conduta do docente e, caso seja comprovada a omissão, tomará as providências necessárias.
A secretaria disse ainda que, assim que tomou conhecimento do fato, a direção da escola convocou os responsáveis pelas alunas para uma reunião. O Terra entrou em contato com a escola, mas os funcionários disseram que não estavam autorizados a passar informações sobre o caso. [Fonte: Terra]

Professor é baleado por aluno dentro de sala de aula em Sergipe


O professor Edilson Oliveira Silva foi baleado dentro de uma das salas de aula do Colégio Estadual Augusto Ferraz, no bairro Industrial, zona norte de Aracaju (SE), na noite de segunda-feira. Ele fazia a chamada quando dois alunos discutiram e um deles atirou no outro, mas o disparo acabou acertando o professor.
A vítima foi atingida no abdômen e levada para o Hospital de Urgência de Sergipe, onde passa na manhã de hoje por uma cirurgia para a retirada da bala, . “Eu tinha acabado de chegar quando ouvi os tiros. De repente, vi os dois alunos saíram correndo e os demais pedindo socorro, foi quando prestei os primeiros socorros”, relatou o professor João Freitas Júnior. 
De acordo com a diretora da unidade de ensino, Kátia Santos, os dois alunos são adolescentes - 15 e 16 anos – e não possuíam histórico de violência no colégio. “A escola irá colaborar com a polícia e oferecer toda a assistência social e psicológica aos alunos e as famílias.“Eles são alunos da casa e nós daremos todo o apoio social e psicológico que eles necessitarem, inclusive para as famílias, que estão muito abaladas, e para os demais alunos da escola", garantiu a diretora.[Fonte: Terra]
Nota do editor do blog: quem realmente precisa de apoio psicológico são os professores!

Professor é afastado após chamar aluno de macaco em escola da UFMG


A universidade abriu processo administrativo para apurar a responsabilidade do professor, que ficará afastado por um período de 60 dias

 
Um professor de português do Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi afastado das atividades nesta quarta-feira depois de ter sido confirmado que ele chamou um aluno do oitavo ano do ensino fundamental da instituição de "macaco". De acordo com a diretora da escola, Tânia Lima Cost, a universidade abriu um processo administrativo para apurar o caso. Ela disse que o docente, que não teve o nome divulgado, pode sofrer desde uma advertência verbal até demissão dos quadros da UFMG.
Segundo Tânia, o fato ocorreu na segunda-feira, depois que o professor passou o filme À procura da felicidade, que tem o ator Will Smith como protagonista, aos alunos. "Ele disse que saiu da sala e quando retornou esse aluno estava fazendo muita bagunça, conversando e acabou chamando de macaco. O professor reconheceu que errou, mas disse que não quis ofender, que a sua fala foi tirada do contexto".
O aluno negro, de 14 anos, reclamou aos pais sobre a atitude do professor. Os pais foram até a escola na terça-feira para cobrar explicações. "Nós não sabíamos de nada e decidimos ouvir todos os envolvidos para depois tomar uma providência", disse a diretora. Segundo ela, tanto a escola como a UFMG não toleram qualquer tipo de discriminação.
A comissão, formada por três professores, terá um prazo de 60 dias para concluir a investigação. Durante esse período, o docente ficará afastado das atividades. A escola de ensino fundamental conta com mais de 600 alunos e é uma referência na educação em Minas Gerais.[Fonte: Terra]

Professores sofrem com agressões de alunos em todo o Brasil


Manifestações. Discursos exaltados... Professores e alunos de Goioerê, noroeste do Paraná protestam contra a violência. O motivo foi uma confusão dentro da escola. A mãe de uma aluna foi reclamar da nota baixa da filha e acabou brigando com a professora.
" Eu jamais imaginaria um tipo de coisa dessas, ainda mais partindo de uma mãe, que a mãe tem que ser exemplo pros filhos, né”, conta a professora Cleuza Pires.
Maria Regina Krominski, mãe da aluna, diz que apenas revidou uma agressão:
"Eu dei um tapa sim no rosto dela; se eu pudesse, se eu soubesse que ia sair tudo isso até agora, eu teria dado muito mais”.

E mais uma vez o ensino virou caso de polícia.
"Escola é um lugar que a gente tem que ter aprendizagem, um lugar de paz; não de agressão de professor contra aluno ou de aluno contra professor...”, desabafa a aluna Natália Rodrigues.
Em Jacarezinho, também no Paraná, um outro caso de agressão completa dois anos, com "feridas" ainda abertas. As cenas gravadas por um estudante, com um celular, mostram a discussão entre uma aluna e o professor que havia pedido silêncio na sala. A aluna se levanta e atira a carteira no professor.
Na época, o professor Mauro Cleto da Silva registrou boletim de ocorrência: "A gente se sente desestruturado né... com uma mágoa", conta.
A aluna acusada de agressão foi obrigada a mudar de escola. O professor Mauro continua dando aula. Mas perturbado por aquele caso e pelo desrespeito que ainda diz enfrentar na sala de aula, ele perdeu o ânimo.
" Se eu pudesse parar hoje de dar aula, eu pararia..", diz o professor.
Com pequenas mudanças de roteiro, o problema se repete nas escolas Brasil afora.
 "Uma alta frequência de professores com propensão ao abandono ou desistência da carreira, ou principalmente insatisfação; nós usamos a expressão que nós vivemos "mal estar docente", relata o psicólogo Clóves Amorim. [Fonte: Jornal Hoje]

Professor suspeito de agressão


Adolescente conta ter sido agarrado pelo pescoço durante aula em escola estadual


Na mesma quarta-feira 03/10/12 em que uma aluna foi agredida por uma colega de classe e a mãe dela, em frente à escola municipal de Joinville onde estudam, um menino de 13 anos conta ter passado por situação parecida dentro de uma unidade estadual na zona Leste. Com dois agravantes: desta vez, a agressão teria ocorrido dentro de sala de aula e partido do próprio professor.

O pai do adolescente registrou a ocorrência na Delegacia de Proteção à Mulher, Criança e Adolescente de Joinville, conforme orientação da escola. O menino contou que a violência resultou de uma situação que já o vinha incomodando antes. Ele disse que era constantemente provocado por colegas e até pelo professor, que o chamavam de um apelido que não o agrada.

Na quarta 03/10/12, durante a aula de geografia, o garoto teria discutido com um colega. A repreensão do professor teria sido acompanhada de um chute na carteira do rapaz. O adolescente reconhece que não deixou barato e respondeu ao docente, que teria se descontrolado e o agarrado com força no pescoço e depois nos braços.

O garoto ainda tinha ontem marcas avermelhadas no pescoço, resultantes da agressão. O professor, contratado por regime temporário desde 2010, pediu afastamento por meio de atestado médico, segundo informou a Secretaria de Estado da Educação.

“Nada justifica o que ele (o professor) fez. Antes de bater no meu filho, deveria ter me chamado na escola”, desabafou ontem o pai do rapaz. Depois do constrangimento sofrido em frente aos colegas de sala, o adolescente decidiu que não quer mais voltar para a escola. Os pais planejam transferi-lo de colégio. [Fonte: Jornal AN]


CONTRAPONTO
Procurada por “AN”, a assessoria de direção da escola da zona Leste de Joinville se limitou a dizer que os “procedimentos necessários” haviam sido tomados após o caso. Por enquanto, o professor está afastado do cargo para responder ao processo administrativo foi aberto para investigar a agressão. A coordenadora do núcleo de prevenção e atendimento a violências na escola, da Educação estadual, Rosimari Kock Martins, informou que o próprio professor apresentou um atestado de afastamento de 90 dias assinado por um psiquiatra. A coordenadora afirmou ainda que o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.

Por nota baixa, aluno e professor trocam agressões em aula


Um aluno de 17 anos e um professor trocaram agressões na noite de quinta, dia 20, na Escola Estadual Santos Dumont, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar, o motivo da briga teria sido a baixa nota tirada pelo estudante em uma prova de física.
Segundo a PM, o educador relata que entregava a prova para os alunos quando um jovem questionou a nota recebida. O professor, então, propôs que corrigissem juntos as questões, mas o aluno, irritado, não aceitou e se levantou para deixar a sala de aula. O docente foi atrás para tentar resgatar a prova, mas acabou levando um soco do estudante. Ainda segundo o professor, o jovem afirmou que conhecia mais da matéria, pois faz um curso técnico e estuda o assunto.
Já na versão contada pelo estudante, o professor usou de força para recuperar a prova. Ele disse ainda que o docente queria corrigir a prova com a turma inteira e teria gritado. No momento da confusão, o jovem afirma que também foi agredido com um soco. A briga foi encerrada com os dois sendo separados pelos colegas de turma.
Ambos foram encaminhados para o pronto-atendimento de Venda Nova com escoriações leves. Agora, eles ficam à disposição da Justiça para mais esclarecimentos. [Fonte: Terra]

Rio: escola reabre com vigias após aluno ameaçar chamar bandidos


Após permanecer fechada durante a tarde de terça-feira, a Escola Municipal Barão de Macaúbas, no Rio de Janeiro, foi reaberta hoje com a segurança reforçada por vigias da Guarda Municipal. Na manhã de ontem, um aluno de 14 anos ameaçou chamar bandidos para agredir a diretora e os professores da instituição.
A Secretaria Municipal da Educação informou que uma sindicância foi aberta para apurar o caso e que todas as medidas cabíveis serão tomadas. De acordo com o órgão, o estudante teria se recusado a ir para a sala de leitura e começado a fazer ameaças. "Os pais foram chamados na unidade e a Guarda Municipal foi acionada. O aluno, na presença dos pais, pulou o muro da escola e desacatou os agentes", disse a secretaria.
De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), que acompanha o caso, o aluno estava afastado da escola há pelo menos dois anos e havia retornado às aulas do ensino fundamental na terça-feira. A diretora do sindicato, Edna Felix, disse que foi solicitada a transferência do estudante para outra escola e acompanhamento psicológico para que o fato não volte a se repetir.[Fonte: Terra]

Estudante diz que matou professor...

O estudante de educação física que foi preso suspeito de matar um professor no Instituto Metodista Izabela Hendrix, na região centro-sul de Belo Horizonte, afirmou à polícia que cometeu o crime porque o educador o perseguia.

No depoimento tomado pelo delegado Breno Pardini, o estudante disse que a intenção era apenas assustar o professor, e não matá-lo. O aluno do 5º período diz que o professor era muito exigente e o perseguia. O suspeito contou ainda que teve um ataque de fúria e não era por causa de nota baixa.

O estudante Amilton Loyola Caires foi preso na madrugada desta quarta-feira (8), em sua casa, no bairro União, na região nordeste de Belo Horizonte. Ele é suspeito de matar com uma facada o professor Kássio Vinícius Castro Gomes no Instituto Isabela Hendrix, na noite de terça-feira (7). O crime ocorreu dentro em um dos corredores da instituição e as câmeras internas gravaram tudo, mas a Polícia Civil ainda não liberou as imagens.

A Polícia Militar informou que, no momento da prisão de Amilton em sua casa, ele não ofereceu resistência e os familiares disseram que ele é usuário de drogas. Amilton prestou depoimento no Departamento de Investigações da Polícia Civil no bairro Lagoinha, por cerca de oito horas. Como ele foi preso em menos de 24 horas, está dentro do período do flagrante.

O advogado Nelson Rogério Figueiredo Leão, amigo da família do suspeito, diz que ele sofre de transtorno bipolar e esquizofrenia.

O professor era casado e tinha dois filhos, um de quatro e outro de seis anos. Em nota, o Instituto Metodista Izabela Hendrix afirmou que lamenta a morte do professor e acredita que este foi um episódio isolado.

A nota diz que a “instituição se mobilizou imediatamente, inclusive com sua Pastoral Universitária, para apoiar família, amigos e a comunidade acadêmica. Informa também que está colaborando com as autoridades policiais nas investigações sobre o ocorrido.

O corpo já foi liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) e deverá ser sepultado na quinta-feira (9), no cemitério Parque da Cachoeira, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. O velório do professor, de 39 anos, deve começar às 18 horas no Ginásio Poliesportivo de Betim. [Fonte: R7]

Professora agredida por mãe de aluna, em São José, deve mudar de escola


Muito além dos socos e puxões de cabelo, a agressão sofrida pela professora Andrea Sueli Vieira Carvalho pode mudar sua vida completamente. Funcionaria do Centro de Educação Infantil São Luiz em São José há sete anos, há quatro havia se mudado para a comunidade onde fica o colégio. O filho de Andrea também estuda no São Luiz.

Agora, toda a estrutura montada para morar próximo ao trabalho e a escola do filho, pode ter que ser desconstruída. Agredida pela mãe de uma aluna na segunda-feira, Andrea não sabe se irá continuar dando aula ali.

— Foi uma humilhação, principalmente por ter sido na frente dos alunos. A criança tem o direito de continuar estudando, não vai ter clima para ficar ali.

Segundo Andrea, que está afastada da creche esta semana, antes de terminar as aulas, na semana que vem, decidirá se continuará ou não dando aula no São Luiz. Ela explicou ainda, que a secretária de educação de São José, Rosa Maria da Silva Schmidt disse que ela teria todo o apoio caso sentisse necessidade de trabalhar em um outro lugar.

De acordo com a diretora do Centro de Educação Infantil, Jaqueline Gomes, tanto a escola quanto a Secretaria da Educação estão tomando todas as providências, disponibilizando um advogado e um a psicóloga para darem todo o apoio à professora.[DIARIO.COM.BR]

Agressão sem motivo na escola

Segundo direção, professora admitiu ter esfregado papel no rosto de aluno.

Quieto, sem apetite e arredio, um menino de oito anos diz não querer mais ir à escola em Joinville. O motivo pode ser uma reação difícil de entender: ele teria sido agredido pela professora na sala de aula. O estudante da 2ª série, segundo conta a mãe dele, foi humilhado na frente dos colegas por uma causa banal.

A família registrou boletim de ocorrência, que será encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso. A direção da escola providenciou que o garoto fosse transferido de sala. Mas ele não se sente à vontade para voltar à escola estadual na zona Sul.

Antes, quando retornava da escola, o menino sempre soltava pipa e depois tomava banho para fazer as tarefas com a mãe, segundo ela conta. Na terça-feira, foi diferente. À tarde, na escola, como o menino teria esquecido o caderno em casa, um colega emprestou uma folha para que ele escrevesse a matéria. O esquecimento do menino desagradou à professora.

“Ela foi até a carteira, pegou o papel, pisoteou e esfregou na cara dele. Queria ainda colocar o papel na boca”, diz a mãe, sem esconder a indignação. Segundo a direção da escola, a professora admitiu ter esfregado o papel no rosto da criança, mas negou ter antes pisoteado a folha de caderno. Ainda pelo relato da professora, o garoto estaria “brincando” em vez de prestar atenção à aula.

Os colegas teriam rido dele e, mesmo com vergonha, a criança continuou na sala até o fim da aula. Ao voltar do trabalho naquele dia, a mãe afirma ter encontrado o filho trancado no quarto. Não queria brincar, nem comer. “Agora, ele diz o tempo todo que não quer mais voltar à escola”, conta a mãe.

Para ela, nada justifica a atitude da professora. “Ele está triste, não é o filho que conheço. Foi uma situação humilhante e me magoou muito”, desabafa. A criança, quieta e sem jeito por estar constrangida, apenas disse que não chorou na aula quando a professora esfregou o papel no rosto dele. “Tive vontade, mas não chorei.” [Fonte: AN]

Aluna confirma abuso sexual

Outra estudante, de 13 anos, que teria sido seduzida pela professora de matemática Cristiane Teixeira Maciel Barreiras, de 33 anos, foi localizada pela polícia. Ela confirmou que saiu com a educadora e outra aluna da mesma idade “mais de 20 vezes” para encontros sexuais. Uma psicóloga ajudou no depoimento da menina à 33ª Delegacia de Polícia de Realengo, na zona Oeste do Rio. “Ela confirmou o depoimento da colega e a confissão da professora. Também relatou que a amiga tentava se afastar de Cristiane, mas era persuadida”, afirmou o delegado titular da 33ª DP, Angelo José Lages Machado.

A professora foi presa na madrugada de quarta-feira. Ela e uma aluna de 13 anos estavam desaparecidas desde segunda-feira. A mãe da vítima prestou queixa e mobilizou os policiais da 33ª DP. Cristiane foi presa quando chegava à casa da mãe e confessou que tinha acabado de deixar a estudante em casa. Em depoimento, a acusada admitiu a relação com a menina por quem se disse apaixonada e ainda confessou que as duas levaram outra aluna para os encontros no motel. Cristiane foi autuada por estupro de vulnerável e corrupção de menor.

De acordo com a menina, a professora não oferecia vantagens financeiras às alunas, mas pagava pelos passeios e as estadas nos motéis. Em depoimento, a educadora admitiu que se aproximou da primeira vítima quando a garota pediu ajuda porque estava com problemas. Segundo a educadora, a mãe da estudante mantinha um relacionamento com uma mulher e é alcoólatra. “Ela pediu ajuda à professora que viria a abusar dela. O pedófilo gosta de estar em ambientes propícios para alcançar seus objetivos”, disse o delegado.

Ontem, a professora foi levada para a ala de presos custodiados na Penitenciária Bangu 8. [Fonte: AN]

Professores são afastados por Prefeitura

A Secretaria da Educação do Espírito Santo afastou ontem (28/10/10) uma professora, dois coordenadores e a diretora de uma escola do município de Serra. Os estudantes da 5ª série foram revistados após a professora reclamar sobre o sumiço de um cartão de passagem de ônibus. Os alunos tiveram de tirar as roupas nos banheiros e tiveram as mochilas vistoriadas.

Em nota, a Sedu lamentou o fato e pediu desculpas aos alunos e às famílias prejudicadas. “Foi uma situação que agrediu fortemente a dignidade humana”, afirma o texto. A corregedoria da secretaria afirmou que ouvirá os quatro envolvidos no episódio e fará um pedido de desculpas formal. Também será oferecido a eles o acompanhamento de uma assistente social. [Fonte: AN]

Diretora é apedrejada por aluno na escola...

A diretora da escola Celso Ramos, no Bairro Prainha, em Florianópolis, foi apedrejada por um aluno da instituição na sexta-feira. Depois disso, as aulas foram paralisadas. De acordo com os professores, este é o 15º caso de violência física registrado no educandário só este ano.

Diversos pedidos de reforço da segurança teriam sido encaminhados à Secretaria Estadual de Educação. A assessoria da Gerência Regional informou que uma equipe tenta resolver o problema.

A diretora apedrejada por aluno na segunda-feira na Escola de Educação Básica Celso Ramos, no bairro Prainha, em Florianópolis, afastou-se dos trabalhos administrativos da instituição, informou na manhã desta terça-feira em entrevista à CBN/Diário Ari Cesar da Silva, gerente regional da Secretaria de Educação da Grande Florianópolis.

— A diretora disse que está abalada e vai se afastar por certo tempo. Quando retornar vamos ver o que pode ser feito para ela continuar na administração da escola — explicou Ari.

De acordo com relato de professores da escola, este é o 15º caso de violência física registrado no Celso Ramos só este ano. Sobre essa questão, o gerente regional destacou que é necessário um  trabalho com a população para evitar novos casos. Serão chamadas as lideranças dos comunidades usuárias da escola.

— Com isso, esperamos amenizar os conflitos entre a escola e a comunidade à base de muita conversa. Claro, com o apoio da Secretaria de Educação — planejou o gerente regional.

Os professores da Escola de Educação Básica Celso Ramos, no bairro Prainha, em Florianópolis, interromperam as atividades pelo menos até a próxima sexta-feira, depois que a diretora da instituição foi apedrejada por uma aluno na última segunda-feira. Cerca de 400 alunos ficarão sem aulas nesse período.

O corpo docente se reunirá com líderes da comunidade na noite de quinta-feira para encontrar uma forma de diminuir a violência na escola. Segundo professores, esse caso envolvendo a diretora foi o 15º este ano. Só depois do encontro as aulas serão retomadas.

— Com isso, esperamos amenizar os conflitos entre a escola e a comunidade à base de muita conversa. Claro, com o apoio da Secretaria de Educação — planejou Ari Cesar da Silva, gerente regional da Secretaria de Educação da Grande Florianópolis.

A Secretaria de Estado da Educação garantiu que as aulas voltariam nesta sexta-feira na Escola de Educação Básica Celso Ramos, em Florianópolis, parada há uma semana por causa dos casos de violência. Mas faltou combinar com os professores, que permaneceram em protesto.

Em reunião realizada nesta manhã, os professores decidiram formalizar as reivindicações. Querem a garantia de segurança da Secretaria da Educação. Na quinta-feira, falaram na contratação de mais vigias. Agora, na busca de coordenadores de turnos.

— Seria um profissional, com formação superior, capaz de fazer a ponte entre a sala de aula e a direção, que fiscalizasse os corredores. Se acontecer algo em sala de aula, é este profissional que leva o aluno até a direção — explicou a professora Vanessa Dinalli.

Os professores pararam as atividades no colégio depois que a diretora Miriam Isabel Viviane dos Santos foi apedrejada, na sexta-feira passada, por um estudante de 15 anos. Hhá relatos de 15 casos de agressão contra os docentes neste ano.

Pelo menos até quarta-feira as aulas não devem retornar. Neste dia, está marcada uma reunião entre professores, pais e estudantes.

Diretora afastada
Em entrevista à CBN/Diário na manhã desta terça-feira, o gerente regional também informou que a diretora agredida afastou-se dos trabalhos administrativos da instituição.

— A diretora disse que está abalada e vai se afastar por certo tempo. Quando retornar vamos ver o que pode ser feito para ela continuar na administração da escola — explicou Ari. [Fonte: DC]