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TJ condena colégio por professora arremessar tamanco em aluna


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou nesta quarta-feira que condenou o colégio e curso Intellectus, da capital fluminense, a indenizar por danos morais uma aluna do ensino fundamental em R$ 5 mil depois de uma professora da escola arremessar um tamanco em sua direção. Para os desembargadores, o comportamento da educadora foi "incompatível com o ofício de ensinar".
"Parece-me que tal método de ensino é altamente questionável em se tratando de crianças entre 10 e 11 anos de idade, pois o resultado será uma verdadeira algazarra, uma extensão do recreio, sem qualquer proveito educacional. Ou então, em caso de crianças introvertidas, terá o efeito inverso, de desestimular a participação em sala de aula", disse o desembargador Luciano Rinaldi na decisão.
Em sua defesa, o colégio disse que a professora, que teve seu contrato reincidido após o incidente, apenas tentava por ordem na turma, sem a intenção de agredir ou constranger qualquer aluno, "tendo apenas proposto uma brincadeira".
O magistrado também falou na decisão sobre a importância dos educadores e das dificuldades impostas aos profissionais da área atualmente, mas ressaltou que "o bom professor é aquele que obtém a atenção dos alunos, transformando as aulas numa experiência educacional prazerosa". A educadora teve seu contrato de trabalho rescindido pelo colégio após o incidente. [Fonte: Terra]

'Zangief Kid' reacende tema do bullying; saiba se seu filho é vítima


Um garoto de 15 anos virou sensação na internet depois que um vídeo em que aparece revidando uma agressão em uma escola na Austrália foi publicado na rede. Entrevistado por uma rede de TV, Casey Heynes disse que era vítima de provocações na escola há pelo menos três anos e que chegou a pensar em se matar. O pai do garoto afirmou que só tomou conhecimento do drama vivido pelo filho após o sucesso do vídeo. Afinal, como os pais podem identificar se seus filhos estão sofrendo bullying e como lidar com esse problema?
Segundo a psicóloga Maria Tereza Maldonado, autora do livro Bullying e Cyberbullying: o que fazemos com o que fazem conosco, o bullying se caracteriza por ações repetitivas de agressão física e verbal com a clara intenção de prejudicar a vítima. De acordo com ela, os pais têm um papel fundamental para evitar que os filhos sejam vítimas ou autores das agressões.
Para saber se o filho sofre com o bullying na escola, a psicóloga aponta que é preciso estar atento para alguns sinais. "Muitas vezes, a criança fica mais ansiosa, tensa, tem pesadelos à noite e não manifesta vontade de ir à escola. A vítima também fica mais fechada, não quer falar sobre a escola, por medo ou vergonha de assumir que sofre agressão".
De acordo com a especialista, o mais importante é que os pais conversem com os filhos sobre o tema.
"Como esse assunto ganha cada vez mais repercussão, é interessante que seja debatido dentro de casa. Os pais devem perguntar se os filhos já foram vítimas de algum tipo de humilhação, se já presenciaram algum caso envolvendo colegas", afirma.
Segundo Maldonado, os pais precisam acompanhar a rotina dos filhos. "Mesmo que a criança nunca tenha convivido com o bulliyng, é preciso preparar o terreno para, caso ela venha a ser vítima, estar disposta para enfrentar".
A especialista sugere ainda que os pais escutem a criança e, quando estiverem diante de uma situação de agressão sofrida, não critiquem. "Os pais não podem desmerecer a criança, dizer 'você é um fraco mesmo', humilhar como se a criança tivesse culpa pela agressão. É preciso encorajar, deixar o filho seguro de si", afirma.
Ela também defende que, em caso de agressão, os pais devem procurar a escola, falar com os professores e buscar compreender a situação para evitar que aconteça novamente. "A escola tem responsabilidade sobre o trabalho de prevenção ao bullying. Junto com os pais, ela precisa deixar bem claro que o relacionamento entre as pessoas deve ser baseado no respeito".

Violência
Questionada sobre a atitude do garoto australiano que, cansado das agressões, acabou reagindo com mais violência, a psicóloga afirma que cada criança reage de uma forma ao bullying. "Algumas se isolam, não falam sobre o assunto e não querem mais conviver na escola. Outras reagem com mais violência, o que também é ruim. Outras pedem ajuda, e isso é o mais importante".
De acordo com a especialista, os pais não podem estimular o comportamento violento. "Eles devem reagir com firmeza, mostrando que a atitude é errada e criando uma segurança na criança para que ela tenha condições de inibir a ação do agressor", afirma. "Ela precisa desenvolver recursos para se fortalecer, não se sentir humilhada, excluída. Assim vai conseguir lidar com essa situação."
Sobre o perfil mais comum dos agressores, a psicóloga aponta que são pessoas inseguras e com dificuldades de relacionamento, ou que desenvolvem uma capacidade de liderança utilizada de modo negativo. "Os pais devem deixar muito claro para seus filhos que respeito aos outros é fundamental. Brincadeira é quando todos se divertem, quando alguém está sofrendo deixa de ser brincadeira e passa a ser agressão", aponta a piscóloga.
Segundo o pesquisador do Núcleo Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) Renato Antônio Alves, para evitar o bullying é preciso impor limites. "Não só os pais, mas também a escola deve deixar claro que essa prática não é aceitável. É preciso estar atento ao comportamento das crianças para prevenir que isso aconteça, porque o trauma para as vítimas é muito grande", afirma.
O professor aponta ainda a importância da formação de valores. "Se as crianças não aprendem os valores, como o respeito, é porque a escola e a família estão falhando na educação". [Fonte: Terra]

Professora é condenada a 12 anos de prisão por abuso de aluna


A professora de matemática Cristiane Teixeira Barreiras, 33, foi condenada a 12 anos de prisão por 'estupro de vulnerável' pelo juiz Alberto Salomão Júnior, da 2ª Vara Criminal de Bangu, na zona oeste do Rio. Ela foi presa no dia 27 de outubro acusada de manter um relacionamento com uma aluna de 13 anos.

O juiz decidiu ainda que a professora não poderá apelar em liberdade. Ela está no presídio de Bangu 8, na zona oeste do Rio.
Barreiras foi detida após denúncia da mãe da menina, que relatou à polícia que a filha estava desaparecida havia dois dias. Estudante e professora teriam passado os dias num motel. Cristiane dava aulas para a menina em uma escola municipal de Realengo, na zona oeste. A prefeitura e o Estado, onde ela também dava aulas, afastaram a docente do cargo.
Na sentença, o juiz afirma que a acusada não negou ter vivido um relacionamento com a menor e que os encontros ocorriam em um motel e no carro da professora. À Justiça, a aluna declarou que 'sentia um grande amor pela acusada' e que pretendia viver com a professora para toda a vida.
Em dezembro, a advogada da professora, Vanuce Barros, afirmou que a cliente havia dito em depoimento no Fórum de Bangu que havia se arrependido do crime e que, se houvesse uma autorização judicial, sairia do Estado para evitar contato com a menor.[Fonte: Jornal Floripa]

Agressão sem motivo na escola

Segundo direção, professora admitiu ter esfregado papel no rosto de aluno.

Quieto, sem apetite e arredio, um menino de oito anos diz não querer mais ir à escola em Joinville. O motivo pode ser uma reação difícil de entender: ele teria sido agredido pela professora na sala de aula. O estudante da 2ª série, segundo conta a mãe dele, foi humilhado na frente dos colegas por uma causa banal.

A família registrou boletim de ocorrência, que será encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso. A direção da escola providenciou que o garoto fosse transferido de sala. Mas ele não se sente à vontade para voltar à escola estadual na zona Sul.

Antes, quando retornava da escola, o menino sempre soltava pipa e depois tomava banho para fazer as tarefas com a mãe, segundo ela conta. Na terça-feira, foi diferente. À tarde, na escola, como o menino teria esquecido o caderno em casa, um colega emprestou uma folha para que ele escrevesse a matéria. O esquecimento do menino desagradou à professora.

“Ela foi até a carteira, pegou o papel, pisoteou e esfregou na cara dele. Queria ainda colocar o papel na boca”, diz a mãe, sem esconder a indignação. Segundo a direção da escola, a professora admitiu ter esfregado o papel no rosto da criança, mas negou ter antes pisoteado a folha de caderno. Ainda pelo relato da professora, o garoto estaria “brincando” em vez de prestar atenção à aula.

Os colegas teriam rido dele e, mesmo com vergonha, a criança continuou na sala até o fim da aula. Ao voltar do trabalho naquele dia, a mãe afirma ter encontrado o filho trancado no quarto. Não queria brincar, nem comer. “Agora, ele diz o tempo todo que não quer mais voltar à escola”, conta a mãe.

Para ela, nada justifica a atitude da professora. “Ele está triste, não é o filho que conheço. Foi uma situação humilhante e me magoou muito”, desabafa. A criança, quieta e sem jeito por estar constrangida, apenas disse que não chorou na aula quando a professora esfregou o papel no rosto dele. “Tive vontade, mas não chorei.” [Fonte: AN]

Aluna confirma abuso sexual

Outra estudante, de 13 anos, que teria sido seduzida pela professora de matemática Cristiane Teixeira Maciel Barreiras, de 33 anos, foi localizada pela polícia. Ela confirmou que saiu com a educadora e outra aluna da mesma idade “mais de 20 vezes” para encontros sexuais. Uma psicóloga ajudou no depoimento da menina à 33ª Delegacia de Polícia de Realengo, na zona Oeste do Rio. “Ela confirmou o depoimento da colega e a confissão da professora. Também relatou que a amiga tentava se afastar de Cristiane, mas era persuadida”, afirmou o delegado titular da 33ª DP, Angelo José Lages Machado.

A professora foi presa na madrugada de quarta-feira. Ela e uma aluna de 13 anos estavam desaparecidas desde segunda-feira. A mãe da vítima prestou queixa e mobilizou os policiais da 33ª DP. Cristiane foi presa quando chegava à casa da mãe e confessou que tinha acabado de deixar a estudante em casa. Em depoimento, a acusada admitiu a relação com a menina por quem se disse apaixonada e ainda confessou que as duas levaram outra aluna para os encontros no motel. Cristiane foi autuada por estupro de vulnerável e corrupção de menor.

De acordo com a menina, a professora não oferecia vantagens financeiras às alunas, mas pagava pelos passeios e as estadas nos motéis. Em depoimento, a educadora admitiu que se aproximou da primeira vítima quando a garota pediu ajuda porque estava com problemas. Segundo a educadora, a mãe da estudante mantinha um relacionamento com uma mulher e é alcoólatra. “Ela pediu ajuda à professora que viria a abusar dela. O pedófilo gosta de estar em ambientes propícios para alcançar seus objetivos”, disse o delegado.

Ontem, a professora foi levada para a ala de presos custodiados na Penitenciária Bangu 8. [Fonte: AN]